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Guitarras que se desafinam

        Como a maioria de nós sabe, todos os instrumentos de cordas desafinam. Antes de tocarmos, convém que o instrumento esteja afinado para podermos usufruir do som do próprio instrumento.         Eu toco guitarra há cerca de trinta anos, e antes de tocar, afino a guitarra que vou tocar com um afinador eléctrico. Isto é, coloco na ponta do braço da guitarra ligado, faço soar a corda que estou a afinar, e quando o ponteiro do afinador estiver no centro, é porque a corda está afinada. Quando tocamos nela durante algum tempo, se levarmos connosco para algum sítio ou se estiver imenso tempo sem ser tocada, automaticamente a guitarra fica desafinada.      Se repararem, nas grandes bandas musicais, os guitarristas e os baixistas ao fim de algumas músicas, trocam de instrumento. Isto é, os guitarristas trocam de guitarra e os baixistas de baixo. Porquê? Porque os instrumentos de cordas já estão desafinados. Por exemplo, os Metallica n...

Série 24

  A meio da primeira década do novo milénio, comecei a ver a série 24 em DVD, emprestada pelo meu primo, que tem como principal protagonista, Jack Bauer, agente da Unidade Contra-Terrorismo (CTU), interpretado pelo actor Kiefer Sutherland.          No dia em que comecei ver a série, contava ver apenas um episódio. Acabei por ver meia dúzia deles no mesmo dia. A história é tão viciante, que em menos de uma semana vi a primeira temporada toda. Cada temporada tem 24 episódios, e cada episódio tem a duração 40 minutos, com o tempo real de uma hora. Por exemplo, o primeiro episódio passa-se da meia-noite até à uma da manhã, o segundo da uma até às duas da manhã, e assim sucessivamente até ao último episódio (24º) que ocorre das onze da noite até à meia-noite. A primeira temporada começa precisamente à meia-noite e termina na meia-noite do dia seguinte. No início de cada episódio, o Jack Bauer narra o que se vai passar nessa hora. Como por exemplo: “ The fol...

Séries Televisivas – Parte II

          Em finais da década de oitenta e inícios de noventa, houve três séries que via e não tinha o hábito de perder um episódio. “Homens de segurança”, “Missão impossível” (Remake) e “MacGyver”.        “Homens de Segurança”, primeira série portuguesa que envolveu acção a sério. Teve a sua estreia em Outubro de 1988 na TV2, altura em que só tínhamos dois canais de televisão. Dava todas as sextas-feiras à noite, nas vésperas dos fins-de-semana. Tinha como principais protagonistas os falecidos actores Nicolau Breyner e Tozé Martinho, nos papeis de Carlos Jorge e Filipe Sarmento respectivamente. Eram dois seguranças contratados para garantir a segurança de um hotel em Tróia. Sendo o próprio Nicolau Breyner o realizador. Série esta que já foi transmitida pela RTP Memória, várias vezes.        Os créditos de apresentação, eram apresentados pelo tema original da série, que está no youtube e que de vez em qu...

Séries Televisivas – Parte I

      Todos nós, ou quase todos gostamos de ver as séries que dão na televisão. Então desde que a NetFlix surgiu, ainda mais viciados em séries ficámos. Quando estamos com amigos, ou reunidos em família, há por hábito falar das séries que dão hoje em dia, dar conselhos das boas e das más. São dezenas as que estão no ar, e que a maior parte das vezes nem temos tempo para ver todas ou saber quais as que vale a pena ver e não.         Eu  por acaso não sou muito de ver séries. De vez em quando vejo uma ou outra, mas é mais o hábito não estar a ver nenhuma de momento. Sou mais de ver filmes, de preferência ver os DVDs que tenho com legendas em inglês, que não deixa de ser óptimo para praticarmos a escrita inglesa. Também gosto de ver concertos, documentários e programas sobre a natureza, vida animal.       As primeiras séries que vi na vida, foram os “Três Duques”, “Homem automático”, “Soldados da Fortuna” e o “Justiceiro - Knight R...

Propriedades ao abandono

      Não fugindo muito aos textos que escrevi anteriormente sobre a Solidão, que é um tema que me toca imenso, também vejo isso quando circulo na marginal no sentido Estoril – Lisboa. Desde casas, mansões, hotéis, hospitais, fábricas, etc. A quem passa por ali, custa ver estes empreendimentos abandonados, cheios de pó, teias de aranha, lixo e acima de tudo, grafites. A maioria está abandonada há décadas, tendo já alguns séculos de existência. Ninguém pegou naquilo. Muitos destes edifícios, foram marcados por momentos históricos.      Existem centros comerciais que foram construídos na década de noventa e hoje estão ao abandono. Como exemplo, o Centro de Vila Franca de Xira e Sol de Leiria, que eram muito conhecidos no seu tempo, e quem os frequentou na altura, reconhece-os perfeitamente. Alguns deles têm quatro pisos, estão sem luz natural, pelo facto de não terem janelas e como é óbvio, estão com a luz e a água cortada. Alguns deles, da para entrar lá d...