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Palavrões na série Rabo de Peixe

               Falando em Rabo de Peixe, zona municipal da ilha de S. Miguel nos Açores, lembramo-nos da série portuguesa que está a ter um enorme sucesso na Netflix, que conta já com duas temporadas e já foi anunciado, que vai haver uma terceira temporada. Agora, uma polémica que tem dado muito que falar, é o seu argumento. Rara é a frase que não inclua um palavrão. Qual a necessidade disso?   É verdade que, a maioria das séries ou dos filmes que vemos, seja português ou estrangeiro, têm palavrões. Um argumento que tenha um ou mais palavrões incluídos, há que saber expressar e ter sentido de humor para dizê-lo. De todas as séries portuguesas que já vi (que já foram imensas), nunca vi uma tão calã. Dois filmes, que foram nomeados para os óscares de Hollywood, “Pulp fiction” e “Cidade de Deus”, tendo o primeiro ganho o óscar de melhor argumento em 1994, são dois exemplos. Palavrões, é algo que não falta nos seus guiões. Contudo, vê-se...

Moonspell e a banda filarmónica de Lisboa

  Tal como já tinha acontecido duas vezes com os Metallica, Within Temptation, uma vez comos Paradise Lost, os Therion acabaram de realizar o segundo, e já não era sem tempo, os Moonspell fazerem um concerto com uma banda filarmónica. Engraçado que, há cerca de um ano, no final de um concerto dos Bizarra Locomotiva, encontrei à saída o baixista dos Moonspell (Dom Aires), e perguntei-lhe quando iam fazer um espectáculo com uma orquestra. Ele disse que, já algum tempo que estavam a falar disso mas, que ainda não havia data definida. Então não é que, passado uma semana, anunciaram o concerto para quase um ano depois nas redes sociais! Parece que fiz bem em ter tocado no assunto. Resultou. A data aproximava-se e a poucos dias do concerto, sabíamos que iam tocar 15 faixas e que o concerto ia ter a duração de uma hora e meia. Eu previ algumas músicas que iam tocar e umas, eu tinha a certeza que iam tocar. Se tivesse que fazer uma selecção desses temas, era bem capaz de acertar em 10. ...

As lojas de Viana do Castelo estão fechadas

       Há pouco tempo fui passar um fim-de-semana prolongado a Viana do Castelo e já no ano passado, tinha reparado que há muitas lojas fechadas na cidade. Quem viu a cidade há vinte, trinta anos atrás e vê a cidade agora, nota realmente uma grande diferença.        Quando era miúdo, ia todos os anos a Viana do Castelo e raras eram as lojas que estavam vazias. Até o café “Caravela”, que ficava situado mesmo no centro da cidade, e esteve aberto durante trinta anos, fechou há dois anos e nunca mais voltou a abrir. Tinha imensa clientela e era um dos cafés mais frequentados da cidade.          Na manhã de sábado, no último fim-de-semana que fui lá passar, entrei num centro comercial pequeno (com cerca de vinte lojas), e cerca de doze ou treze delas estavam vazias. Tinham um anúncio a dizer “vende-se” ou “aluga-se”. As restantes, nem todas estavam abertas. As que estavam fechadas, tinham um aviso com um número de contacto, cas...

Os portugueses não aceitam

  É muito natural, hoje em dia irmos a centros comerciais, bares, restaurantes, lojas e sermos atendidos por brasileiros nas grandes cidades. Nas pequenas cidades, vilas e aldeias, não se vê tanto. Ouve-se muito falar que, Portugal cada vez tem mais brasileiros. No entanto, também tem menos portugueses, porque não só todos os anos imigram brasileiros, angolanos, cabo-verdianos e ucranianos para cá, como portugueses emigram para o estrangeiro. No entanto, tem uma coisa boa eles cá estarem. Se não são eles a assumirem certos trabalhos, quem os assumia? Para quem vive na grande Lisboa (como é o meu caso), Porto ou Coimbra, irmos a um café, pastelaria ou a um restaurante self-service, que tenha uma rede espalhada pelo país inteiro, é já normal sermos atendidos por um/a brasileiro/a. O mesmo acontece nos grandes supermercados, Continente, Pingo-Doce, Lidl, também já começam a ver-se muitos operadores de caixa brasileiros. Na área do call-center, também já se ouvem vozes do outro l...

Hábitos da década de 80

       Já é a terceira ou quarta vez que falo da famosa década de 80 aqui no meu blog. Década esta, que marcou muita gente e quem a viveu, de certeza que tem saudades dela. Muitos hábitos que tínhamos na altura, já não os temos hoje, ou até podemos tê-los mas, já não são a mesma coisa.        Somos da geração que comíamos bombocas, barrávamos as Bolachas Maria com compota de morango, comíamos papo-secos com queijo e marmelada e deitávamos açúcar nas romãs.    Não só nos gelados mas, também nos detergentes, “OMO” por exemplo, também vinham com brindes e chateávamos as nossas mães para que comprasse o tal detergente, para termos esses brindes.       Nas festas de anos tínhamos sandes de fiambre e queijo, bolachas de chocolate, tortas, saladas de fruta, mousse de chocolate e sumos de laranja, com e sem gás. Jogávamos à apanhada, ao quarto escuro, tiroteios com pistolas de água, víamos programas de televisão para rir, dançávam...