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Jorge Palma

          Já aqui tinha falado do Sérgio Godinho e do José Mário Branco, só faltava mesmo falar do Jorge Palma.           Também foi um cantor que acompanhei deste pequeno e os primeiros clássicos que me ficaram na memória foram: “Frágil” e “Deixa-me rir”. Anos mais tarde, fui conhecendo outros temas do cantor e recordo-me em 1994, o meu pai ter comprado o álbum “Té já”, onde tem o seu mais aclamado tema “Bairro do Amor”. Um álbum que eu conheço bem e que o ouvia muitas vezes no carro em viagens que fazia com a minha família.           Na década de 90, Jorge Palma criou os Palma’s Gang, juntamente com Zé Pedro e Kalu dos Xutos, mais o Alex e o Flak dos Rádio Macau. A ideia foi do guitarrista dos Xutos & Pontapés em criar este projeto, que consiste nalguns temas de Jorge Palma em versão de rock. O único trabalho que editaram, foi um concerto que deram no Johnny Guitar em 1993. Já ouvi tantas vez...

Moonspell – Quinta da Ribafria

  Em meados de setembro, fui com dois colegas ver mais um concerto de Moonspell, num local ao ar livre, onde costuma ser frequentado por turistas, a Quinta de Ribafria. É uma propriedade do século XVI que fica situada na Várzea de Sintra. Foi a primeira vez que a banda atuou em Sintra em toda a sua história. A banda portuguesa decidiu fazer a apresentação do seu mais recente álbum “Far From God”, e também a comemoração dos 30 anos do álbum “Irreligious”. É um espaço agradável e foi uma tarde/noite bem passada. A banda teve todo o apoio da câmara municipal de Sintra na organização do evento, e também nos serviços de autocarros que disponibilizaram para levar os fãs da banda da estação de comboios da Portela de Sintra até ao local do concerto. A organização foi cinco estrelas. Como a estrada da vila de Sintra até à quinta é perigosa e não tinha estacionamento lá por perto, decidiram disponibilizar os serviços de rodoviários. Quando chegámos, já lá estavam algumas dezenas de fãs à e...

Palavrões na série Rabo de Peixe

               Falando em Rabo de Peixe, zona municipal da ilha de S. Miguel nos Açores, lembramo-nos da série portuguesa que está a ter um enorme sucesso na Netflix, que conta já com duas temporadas e já foi anunciado, que vai haver uma terceira temporada. Agora, uma polémica que tem dado muito que falar, é o seu argumento. Rara é a frase que não inclua um palavrão. Qual a necessidade disso?   É verdade que, a maioria das séries ou dos filmes que vemos, seja português ou estrangeiro, têm palavrões. Um argumento que tenha um ou mais palavrões incluídos, há que saber expressar e ter sentido de humor para dizê-lo. De todas as séries portuguesas que já vi (que já foram imensas), nunca vi uma tão calã. Dois filmes, que foram nomeados para os óscares de Hollywood, “Pulp fiction” e “Cidade de Deus”, tendo o primeiro ganho o óscar de melhor argumento em 1994, são dois exemplos. Palavrões, é algo que não falta nos seus guiões. Contudo, vê-se...

Moonspell e a banda filarmónica de Lisboa

  Tal como já tinha acontecido duas vezes com os Metallica, Within Temptation, uma vez comos Paradise Lost, os Therion acabaram de realizar o segundo, e já não era sem tempo, os Moonspell fazerem um concerto com uma banda filarmónica. Engraçado que, há cerca de um ano, no final de um concerto dos Bizarra Locomotiva, encontrei à saída o baixista dos Moonspell (Dom Aires), e perguntei-lhe quando iam fazer um espectáculo com uma orquestra. Ele disse que, já algum tempo que estavam a falar disso mas, que ainda não havia data definida. Então não é que, passado uma semana, anunciaram o concerto para quase um ano depois nas redes sociais! Parece que fiz bem em ter tocado no assunto. Resultou. A data aproximava-se e a poucos dias do concerto, sabíamos que iam tocar 15 faixas e que o concerto ia ter a duração de uma hora e meia. Eu previ algumas músicas que iam tocar e umas, eu tinha a certeza que iam tocar. Se tivesse que fazer uma selecção desses temas, era bem capaz de acertar em 10. ...

As lojas de Viana do Castelo estão fechadas

       Há pouco tempo fui passar um fim-de-semana prolongado a Viana do Castelo e já no ano passado, tinha reparado que há muitas lojas fechadas na cidade. Quem viu a cidade há vinte, trinta anos atrás e vê a cidade agora, nota realmente uma grande diferença.        Quando era miúdo, ia todos os anos a Viana do Castelo e raras eram as lojas que estavam vazias. Até o café “Caravela”, que ficava situado mesmo no centro da cidade, e esteve aberto durante trinta anos, fechou há dois anos e nunca mais voltou a abrir. Tinha imensa clientela e era um dos cafés mais frequentados da cidade.          Na manhã de sábado, no último fim-de-semana que fui lá passar, entrei num centro comercial pequeno (com cerca de vinte lojas), e cerca de doze ou treze delas estavam vazias. Tinham um anúncio a dizer “vende-se” ou “aluga-se”. As restantes, nem todas estavam abertas. As que estavam fechadas, tinham um aviso com um número de contacto, cas...