Moonspell – Quinta da Ribafria
Em meados de setembro, fui com dois colegas ver mais um concerto de Moonspell, num local ao ar livre, onde costuma ser frequentado por turistas, a Quinta de Ribafria. É uma propriedade do século XVI que fica situada na Várzea de Sintra. Foi a primeira vez que a banda atuou em Sintra em toda a sua história.
A banda portuguesa decidiu fazer a apresentação do seu mais recente álbum “Far From God”, e também a comemoração dos 30 anos do álbum “Irreligious”.
É um espaço agradável e foi uma tarde/noite bem passada. A banda teve todo o apoio da câmara municipal de Sintra na organização do evento, e também nos serviços de autocarros que disponibilizaram para levar os fãs da banda da estação de comboios da Portela de Sintra até ao local do concerto.
A organização foi cinco estrelas. Como a estrada da vila de Sintra até à quinta é perigosa e não tinha estacionamento lá por perto, decidiram disponibilizar os serviços de rodoviários.
Quando chegámos, já lá estavam algumas dezenas de fãs à espera, mas a porta do evento, ainda estava encerrada. Demos por lá umas voltas pelo jardim, para passar o tempo. Quando entrámos, haviam apenas duas tendas. A tenda do merchandising e dos comes e bebes. A meu ver, suficiente e os serviços estavam bem organizados.
Quanto ao concerto, não valeu para o susto. Sofreu duas interrupções logo no início, devido a problemas num gerador elétrico, que obrigou a banda a parar o concerto, poucos minutos depois do seu arranque, deixando a atuação suspensa durante 45 minutos, enquanto a equipa técnica resolvia a situação. Só à terceira vez, é que o concerto prosseguiu normalmente, contando com a paciência do público.
No concerto em si, foi uma actuação poderosa da banda portuguesa, marcada pela forte vertente teatral, integração da arquitetura histórica da Quinta da Ribafria e acima de tudo, pelos efeitos de luzes vindos da parte interior dos edifícios por trás do palco, que tornaram o espetáculo dinâmico, superando os problemas técnicos atribulados, para proporcionar uma noite memorável.
Relativamente à setlist, o público já estava a par dos temas que iam ser tocados. Apresentaram o novo álbum “Far from god” e comemoram os 30 anos do seu álbum emblemático “Irreligious”. Foram ambos tocados na integra, misturados. Cruzaram os temas dos dois trabalhos ao longo do concerto, tendo terminado essa setlist antes do encore com o tema “Reconquista”. Para finalizar, vieram com três temas que o público já esperava que tocassem, “Vampiria”, “Alma mater” e “Full moon madness”.
O concerto terminou perto da meia-noite, devido ao atraso dos problemas técnicos, estando novamente disponíveis os serviços rodoviários para nos levarem à estação de comboios.
Nas filas para os autocarros, houve chicos espertos que tentaram entrar para a frente da fila. Protestos e algumas bocas não faltaram para quem nos estava a tentar passar à frente. Não houve confusões e tudo foi bem organizado desde o início ao final do espetáculo.
Na vinda de autocarro para Sintra, tivemos sorte de ter tido um motorista que nos soube entreter durante a viagem. Contava algumas histórias para nos fazer rir e a buzina do autocarro, era igual à de um barco. Tinha por hábito buzinar quando se cruzava com alguém ou quando passava por zonas habitacionais. Cada buzinadela, era só rir. Melhor parte final que esta depois de um bom concerto, era impossível.
Quero felicitar a todas as pessoas que estiveram envolvidas na organização do espetáculo, desde os serviços de autocarros, aos que trabalharam no festival, aos técnicos que resolveram o problema inicial do concerto, seguranças, agentes, pelo excelente trabalho que fizeram, onde correu tudo às mil maravilhas, sem incidentes.
Uma
noite memorável.
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