Rammstein em Portugal
Assim foi, mais uma vinda dos Rammstein às terras lusitanas, para mais um excelente concerto, desta vez no estádio da Luz, dez anos após a sua última actuação em Portugal, no Meo arena.
Esta já foi a quinta vez que vi a banda actuar no nosso país. A primeira vez foi em Dezembro de 2001 no pavilhão do Restelo, na tournée do álbum Mutter. A segunda e a terceira vez, foram no pavilhão Meo arena em 2004 e 2009. A última vez tinha sido no Rock in Rio em 2010.
Sendo os mesmos membros (seis ao todo), já com uma
idade a rondar os sessenta (a mesma que os Metallica) e numa altura em que o
vocalista (Till Lindemann) tem sido acusado por várias mulheres de agressão
sexual, a banda nunca deixou de perder o ritmo e continuam a dar excelentes
shows, já com a sua longa experiência de espetáculo de pirotecnia.
Em digressão do novo álbum “Zeit”, até nem tocaram
muitas músicas desse último trabalho. Apenas quatro. Como na digressão do álbum
anterior não passaram por Portugal, decidiram fazer algumas actuações iguais às
que fizeram na digressão anterior. Tendo também tocado quatro temas desse
álbum.
Começaram o espetáculo com o tema “Rammlied”, que era
a canção que eu gostava que abrisse o concerto. Melhor entrada que esta, não
podia ter havido. Seguiram-se os clássicos “Links 2-3-4” (tema que tocam
sempre) e “Bestrafe Mich”.
À quarta faixa, tocam a primeira música do novo álbum
“Giftig”. Seguiram-se “Sehnsucht” e “Mein Herz Brennt”, em que a banda fez um
apanhado ao público nesta última canção. Em que o sexteto numa parte da música,
parou por duas vezes para se meter com os seus fãs. Eu como já tinha visto antes
no youtube, já sabia da surpresa. Quase na parte final da canção, o vocalista
pegou num objecto a arder, fingindo que era o seu coração. Traduzindo o nome da
canção “O meu coração arde”.
Seguiram-se “Puppe”, “Angst” e “Zeit”, sendo estes
dois últimos temas, do novo álbum. Antes da actuação do tema “Angst”, fizeram
um vídeo-teste para que o público gritasse “Tchu” durante a música.
Depois, veio uma parte mais tecno, tendo o guitarrista
Richard feito de DJ. No meio do palco na parte de trás, estava montada uma
torre que tinha um elevador. De onde o vocalista desceu no início do concerto.
Richard subiu no elevador, enquanto fazia o seu trabalho com os discos-jokes,
enquanto os restantes membros da banda (menos os vocalista), dançavam no palco
com uns fatos pretos especiais, em que as linhas brancas brilhavam. Parte esta
que a banda já tinha feito na digressão anterior.
Depois de cinco minutos de puro tecno, vieram os dois
primeiros clássicos “Deutschland” e “Radio”, a meu ver, os melhores do álbum
anterior ao Zenit. Em seguida, veio o poderosíssimo “Mein Teil”, em que a meio
da música, houve um grande efeito de pirotecnia. O vocalista (vestido de
cozinheiro), ateava sobre o caldeirão, onde estava o teclista, para dar luz ao
espectáculo. Uma actuação perigosa, que põem em risco as suas vidas e que de
digressão para digressão, o espectáculo se torna cada vez mais forte e
perigoso. Como estava longe do palco, não senti o calor do fogo.
“Du hast”, o tema mais conhecido da banda. Esta é a
canção em que se vêm mais efeitos de pirotecnia. Desde explosivos, foguetes e
aquela chuva de papelinhos para animar a plateia. Seguiu-se “Sonne”, onde os
disparos das chamas de fogo foram imensos e o calor era insuportável. Quando
chegavam ao refrão, primeiro apareciam as chamas no palco e depois nos vários
pilares que estavam espalhados pelo estádio. Sempre que as chamas eram
disparadas, sentia-se a temperatura do fogo. As chamas deixavam rastos de fumo,
que o seu próprio cheiro era insuportável. Daquele oxigénio que não é nada bom
para os nossos pulmões.
Chegado ao primeiro encore, ao meu lado estava um
senhor estrangeiro a rondar os sessenta anos, mete conversa comigo e depois
pergunto-lhe:
- Where are you from? – Ele
responde-me: Germany.
Parecia que estava em casa. Um alemão em Portugal a
ver uma banda alemã. Pura coincidência.
Durante o encore, no ecrã gigante, filmaram alguns
espectadores, aqueles que tinham ar de serem mais malucos, para o público rir.
Das personagens que filmaram, duas raparigas levantaram a blusa quando
apareceram no ecrã e outra tinha um cartaz a dizer “Pussy” (que é uma música
dos Rammstein) mas, que para desespero desta fã, não a tocaram.
Após sete minutos de encore, os membros da banda
moveram-se para o palco secundário, que ficava a meio do estádio no lado
esquerdo, onde cantaram a “Angel” em formato de piano, juntamente com duas
convidadas (que eram as pianistas). Depois, foram para o palco principal em
barco de borracha por cima da plateia.
Ainda no primeiro encore, seguiram-se os clássicos
Ausländer, Du Riechst So Gut (tema que tocam sempre) e Ohne Dich.
Por fim, seguiu-se o clássico “Rammstein” (tem o mesmo
nome da banda), em que o vocalista tinha uma artilharia pendurada nas costas
com nove lança-chamas.
Seguiu-se a “Ich will”, tema que é habitual tocarem já para o fim, com imensos petardos na sua actuação e terminaram com o último tema do novo disco “Adieu”.
Ao todo, duas horas e dez minutos de um grande concerto, que espero que se volte a repetir daqui a uns anos em Portugal.
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