Mundo do Trabalho – Parte IV
Existem muitos CEOs que por consideração aos seus trabalhadores, quando
passam por dificuldades financeiras e estão aflitos para pagar aos seus
colaboradores, chegam a vender alguns dos próprios bens patronais para pagar a
quem trabalha para eles. Chegam a vender os próprios carros, terrenos, ouro, e
outros bens.
Também existem
aqueles freelancers a trabalhar a recibo verde, que são contratados para
prestarem os seus serviços a empresas (exemplo: formadores), quando os
trabalhadores não cumprem bem o seu papel, se arriscam a não serem pagos. Mesmo
tendo eles feito bem o seu trabalho, mas não foi apreciado pelos clientes, e o
castigo que os CEOs das empresas lhes dão, é não lhes pagarem, apesar do
esforço que fizeram. Então do que vivem essas pessoas? Os jogadores de futebol
quando a sua equipa perde um jogo, não deixam de receber. Independentemente do
resultado, eles recebem sempre o ordenado a que têm direito. Não pagar a um
trabalhador por não ter tido resultados positivos, apesar do seu esforço, não é
justo. O que um CEO pode fazer, é não o voltar a contratar.
Há trabalhos,
em que a responsabilidade de um funcionário é muita. É devido a isso, que lhes
é dada a formação inicial, sendo a maioria delas pagas pelo estado. Temos o
exemplo das empresas de telecomunicações. Quando contratam operadores de call
center, dão-lhes a formação inicial, passando eles depois por uma fase de
estágio, e depois do estágio, a maioria não passa a contracto, porque sai mais
barato às próprias empresas estarem constantemente a recrutar novos trabalhadores.
Ganham bastante dinheiro com as formações que dão, pagando uma miséria aos
formandos/estagiários de 2€ por hora, com a desculpa de que os objectivos não
foram cumpridos, que existe gente a mais no local de trabalho e que não
superaram os objectivos. As pessoas que não são contratadas, ficam revoltadas
pelo facto de não continuarem. A maioria delas, são licenciadas ou estudantes
universitários, e que precisam do dinheiro para sobreviverem. Este tipo de
formações dão emprego às pessoas que trabalham na empresa, recebem bem por
parte do estado, e para manterem o seu emprego, encaminham os formandos para a
miséria. Nem todos os formandos conseguem terminar a formação. É esse o
objectivo das empresas. Detectam todos os pontos fracos dos formandos, estudam
os mesmos, para ver qual é a melhor solução para os despedirem. No fim de cada
projecto destes, apenas seleccionam um ou dois para passarem a contracto,
porque as empresas sabem que no final do projecto, têm que ficar pelo menos com
um formando, porque caso contrário, se não seleccionarem ninguém, o estado não
paga a formação. Os formandos ficam tão desprevenidos, que lhes custa a
acreditar o que lhes aconteceu, tendo alguns feito muito mais esforço que
outros que já lá estão a trabalhar há mais tempo. Será que as empresas
não reparam no mal que causam nas pessoas, e que muitas delas precisam do
dinheiro para se sustentarem e muitos até têm filhos? E fazem os candidatos
perder tempo para nada. Para beneficiar alguns, prejudicam muitos outros.
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