Direito de Falar
Todos nós queremos, e temos o direito de
falar. Mas nem todos nos dão esse direito. Porquê? Vemos isso nos debates
políticos, futebolísticos, religiosos, etc. O mesmo se passa quando estamos
numa reunião de trabalho, escolar, condomínio e também quando estamos num grupo
de amigos.
Sempre que começamos a falar, não conseguimos
continuar, porque somos interrompidos por quem já falou anteriormente, e
dificilmente conseguimos continuar e concluir o nosso raciocínio. Essas
pessoas, tem de perceber, que não são as únicas pessoas que estão
presentes e muito menos o centro de todas as atenções. Todos nós temos o
direito de falar, e há que saber distribuir o tempo por todos e acima de tudo
saber ouvir os outros. Razão essa pela qual, há sempre um coordenador/líder de
reunião, para poder gerir bem os tempos. Isso vê-se sempre nas reuniões de
trabalho e nos programas de debate televisivos, para que todos os presentes
tenham o direito de falar, sem serem interrompidos. O pior é que há sempre
aqueles que se julgam superiores ou não estão de acordo com o que está a ser
debatido na mesa, e interrompem o raciocínio de quem está a falar naquele
preciso momento, o que pode fazer com que esse orador se perca no que está a
dizer.
O mesmo também sucede quando
estamos num grupo de amigos e queremos falar, e o membro do grupo que está a
falar há mais tempo, não se apercebe que um amigo seu está a tentar falar, e é
constantemente interrompido. A pessoa que está a falar há mais tempo, faz umas
pausas de curta duração durante o seu discurso. É nessas pausas que as outras
pessoas tentam falar (tendo todo o seu direito), mas passados dois ou três
segundos, são novamente interrompidos e não conseguem expor o seu raciocínio.
Quando
tentamos falar e não conseguimos, ou chamamos a atenção do orador, ou em
sentido figurado, damos o velho murro na mesa, para termos o direito a falar.
Essas pessoas que falam e falam e não deixam os outros ter o seu direito, tem
por hábito falar alto, fazendo com que os presentes tenham dificuldade em
intrometer-se. E essas pessoas têm de ser agressivas na fase inicial do seu
raciocínio, para que consigam chamar a atenção dos que já tiveram o seu direito
e que agora devem também, saber ouvir os outros.
Lembro-me quando andava no
décimo primeiro ano, numa reunião de pais/encarregados de educação, estava tudo
a falar em cima um dos outros. Os que falavam tinham que falar bem alto para
não serem interrompidos, outros não conseguiam concluir o seu raciocínio,
porque estavam constantemente a serem interrompidos e os que conseguiam falar,
quando já estavam prestes a terminar, caiam logo em cima outros que também queriam
falar, não deixando a pessoa anterior terminar o seu raciocínio. Houve gente
que não conseguiu falar, e nem todos os temas foram discutidos devido à imensa
confusão instalada, e uma colega minha, esteve toda a reunião de mão no ar a
querer falar e no fim, não conseguiu. O mesmo acontece nas reuniões de
condóminos. Que por vezes não acabam bem. E por isso que já existem
determinadas regras para todos terem o direito de falar.
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