Crianças de hoje em dia e as crianças de há trinta anos


    As crianças de hoje em dia têm passatempos muito diferentes das de há trinta anos atrás. Passam os tempos livres metidos em casa a jogarem playstation e jogos online através dos telemóveis dos pais, e há trinta anos passavam os dias livres na rua a jogarem à bola, às escondidas, à rolha, etc. Há trinta anos os jovens não tinham internet, não havia telemóvel, e os jogos de computador que havia na altura eram os da Spectrum. Jogos esses que se tinha que meter a cassete no gravador, fazer o “load aspas aspas enter”, e tinha que se esperar quase meia hora para que o jogo entrasse, e por vezes o mesmo não entrava.

    Há uns anos atrás, as crianças passavam uma boa parte do seu tempo livre a brincarem com os amigos ao ar livre, e raramente estavam em casa. Os pais ralhavam com os filhos por não estarem a uma determinada hora em casa, e quando não chegavam a horas certas, eram levadas para a sua habitação pelas orelhas. E se apanhassem um castigo, não saiam de casa. As crianças de hoje, não largam os seus videosgames, e os pais chateiam-se com eles por não fazerem outra coisa a não ser jogar jogos online. Muitos deles começam a usar óculos cedo, devido ao demasiado tempo que passam em frente ao ecrã. Para além de ser um mau vício para as crianças, elas afastam-se das boas sociedades como os escuteiros, paróquias, desporto, etc. Também de outros grupos (como de amigos por exemplo) que podiam fazer e que seria excelente para eles. É ótimo crescermos num bom grupo de amigos. Crescer em comunidade e conviver com as outras crianças do bairro. As crianças que crescem viciadas nas novas tecnologias, o castigo que apanham quando se portam mal, é ficarem impedidas de jogarem. Estes vícios afastam-nas da literatura entre outras boas acções que sejam benéficas para elas.

   Também temos que ver as coisas numa outra perspectiva Quem cresce nas grande cidades, tem tendência em passar mais parte do tempo em casa. Quem cresce nas aldeias, vilas e cidades pequenas, passam uma boa parte do tempo fora de casa. Como foi o meu caso. Há mais liberdade, mais espaço, e não correm tanto risco como as que nas grandes cidades correm. A probabilidade de virem a ter um acidente é maior, e não há tanto conforto em termos de espaços para as crianças poderem circularem e divertirem-se à vontade. Por isso que existem condomínios privados para segurança das mesmas. 

    Resumindo e concluindo, não podemos dizer que nem sempre os pais são culpados. Muitas das vezes estão ausentes porque estão a trabalhar e não conseguem dar a devida atenção aos filhos. Mas sempre é bom influenciá-los a ter bom programa para os seus tempos livres. Estando em casa, os pais ficam mais descansados, porque sabem que eles estão bem e em segurança. Nesta idade, a maioria ainda não tem telemóveis, e quando os pais não sabem da criança quando ela não está em casa, têm por hábito de ligar a pais de amigos dos seus filhos a perguntarem por eles.

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