Mundo do Trabalho – Parte III


Quando  um trabalhador não fica muito tempo num emprego, ou está constantemente a mudar de trabalho, ou quando está desempregado há algum tempo, faz com que as empresas tenham má ideia do curriculum dum indivíduo, que não está muito tempo nos trabalhos que arranja, porque não é bom naquilo que faz, não cumpre os seus objectivos, cria mal ambiente, não é pontual, etc.

Quando somos despedidos, ou quando terminamos um contrato e não continuamos, o nosso superior tem sempre o hábito de nos dizer: “Se precisares de alguma coisa, já sabes”. Porque nos dizem isto, se não querem que continuemos a trabalhar para ele? O que precisávamos mesmo era do trabalho que tínhamos. Depois de despedidos, ninguém vai pedir ajuda aos seus ex-patrões. E eles próprios não querem que entremos em contacto com eles. Por outro lado, fica sempre bem a um colega nosso de quem tivemos sempre apoio, dizer-nos algo agradável, dar-nos o seu número de telemóvel, que é sinal de uma boa relação que tivemos enquanto colegas, e que nos dá confiança para o futuro.

        Vemos muitos licenciados a fazerem limpezas, e a receberem o ordenado mínimo. Há muita gente que só trabalha se gostar daquilo que está a fazer. Se não gostam, não trabalham. Estão mal habituados ao mundo do trabalho, e têm sorte por terem quem os sustente. Muitos são os reformados, que enquanto formados não gostaram do trabalho que fizeram. Trabalharam porque muitos tinham que trabalhar para se sustentarem na vida.

      Vivemos num país em que a exigência no trabalho é muito grande. Os portugueses não aceitam alguns trabalhos, como trabalhar ao balcão, ou fazer limpezas. E para essas funções vêm os nossos irmãos brasileiros do outro lado do atlântico, que ocupam esses cargos. Não é de admirar quando vamos a centros comerciais, Continente, bares, cafés, etc., se vejam muitos brasileiros a trabalhar nesses sítios. Os portugueses não aceitam, eles aceitam. 

    Uma situação gravíssima que existe no mundo do trabalho, são os salários em atrasos. Os trabalhadores não são compensados pelo esforço que fazem semanalmente, para ao fim do mês não serem remunerados, e chegam a ter não um, mas vários  meses de ordenados atrasados. Os patrões têm o fisco em cima, estão endividados, e depois dão a desculpa aos seus funcionários que os clientes não pagam  a tempo e horas, as suas dívidas.

Hoje em dia infelizmente, há muita gente a trabalhar, mas a receberem o subsídio de desemprego, sendo o resto do ordenado pago pela empresa. Esta situação não prejudica a empresa, mas sim o trabalhador que está inscrito no IEFP como desempregado, recebendo 60% do seu ordenado pela segurança social, prejudicando assim posteriormente a sua reforma. Porquê? Porque não está a descontar.

Quando nos despedimos por falta de pagamento, a maioria dos funcionários têm tendência a processar o seu ex-patrão pelos ordenados em atrasos. Acontece que, a maioria deles têm os seus bens materiais inscritos em nome do seu cônjuge. Que assim, podem contratar quem quiser sem lhes pagar no dia de São receber, para desespero de quem se fartou de trabalhar e no fim não é compensado com o seu ordenado.

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